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Escolhi começar a prática do projeto com uma sessão de auto-retratos. Assim, pude experimentar e ajustar o processo antes dos ensaios oficiais. Comecei respondendo meu próprio questionário.
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De acordo com as respostas, preparei um cenário em casa. Comecei sem saber o que esperar e nem o que fazer. Testei várias luzes, quase provoquei um incêndio, quebrei uma lâmpada, mas, com paciência, continuei o desafio. Pra fazer esses auto-retratos, a câmera ficou estática e os disparos foram feitos pelo smartphone, o que impacta a dinâmica do resultado.
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Fiz alguns cliques meio “duros” e comecei a estimulação de afetos. Escolhi café, que favorece a atividade, para compensar a estaticidade da câmera. O aroma encheu a sala e estava maravilhoso. Ainda assim,  me sentia travada.
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                    Bebi chá com mel, troquei de roupa, mudei o posicionamento das plantas e o enquadramento da câmera. Senti resultado nas imagens, que foram acontecendo com mais fluidez e descontração. Fiz alguns clics, comi bergamotas e continuei a experimentar imagens.
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Reinstalei a câmera em frente à janela e consegui imagens minimalistas à contraluz, valorizando o desenho das formas.
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Consegui autorização para entrar em uma igreja e fotografar nos vitrais. A luz me colorindo trouxe uma sensação inspiradora. Entretanto, embora estivesse sozinha, me senti pouco à vontade. Mesmo assim, as imagens que obtive lá agradam pelas formas e pelo comportamento da luz.
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Ao longo do ensaio, os 5 sentidos foram estimulados com café, chá, mel, bergamota, uma playlist pessoal chamada “Geradora de Caos”, que inclui de Tchaikovsky à Gloria Groove, pé no chão, contato com as plantas e interação com o vitral. O nível comportamental e o prazer psicológico foram contemplados pela própria realização do trabalho duplo de fotografar e ser fotografada. O nível reflexivo foi alcançado em alguns momentos em que fiz fotos nas quais eu realmente me senti representada. Os prazeres social e ideológico não foram contemplados nesta experiência.